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segunda-feira, 16 de maio de 2016

HISTÓRIA 85 - Uma mulher chamada Jonny - uma AMIGA de Deus

UMA AMIGA DE DEUS

Parte 1

Figura 1
Com 8 anos Joni Eareckson montava confortavelmente na sua sela e cima do Ventania enquanto ele trotava ao lado do cavalo alto e cinza malhado do pai dela.
Muitas das horas favoritas de Joni eram gastas com seu pai, montando seus cavalos.
Ela pensava: “Ventania e eu seguiremos de perto o papai”. Ela se lembrava do rastro do animal que ele mostrou-lhe na última vez que montaram juntos. De repente eles ouviram um forte e raro assobio de ave. Joni tinha aprendido a reconhecer diferentes sons do campo em volta da casa deles em Baltimore, Maryland. Ela amava a paisagem rude – as rochas que pareciam belas geleiras, as plantas e as árvores, os pássaros coloridos e os animais. Ela sabia que Deus era o Criador Majestoso e que ela era uma parte da criação dEle. Mas Joni estava apenas começando a conhecer um Deus amoroso que se preocupava com ela.
As três irmãs mais velhas de Joni sabiam como deixá-la furiosa.
- Venha – elas diziam umas para as outras. – Vamos, mas você, Joni, fica aqui. Você é muito pequena.
Jay, Linda e Kátia saíam, deixando Joni para trás.
Era difícil lembrar que ela não podia ficar com ciúmes, nem brava. Algumas vezes ela gritava:
- Ei, Kátia, vamos para a casa na árvore – e elas corriam melhor do que faziam os afazeres domésticos em volta da fazenda da família. “O que Deus pensa de mim quando eu desobedeço? Ele realmente me ama? Joni freqüentemente se perguntava.
Como uma adolescente, Joni era simpática e popular entre seus amigos. Alguém aqui gosta de jogar basquete? (Deixe as crianças responderem). E vôlei? (Deixe as crianças responderem). Joni era uma grande jogadora de basquete e vôlei, e outros esportes. Ela tinha excelente progresso na escola e foi nomeada para a sociedade de honra.
Mas um dia ela pensou: “Alguma coisa está faltando. Eu não estou certa quanto ao meu relacionamento com Deus”.
- Eu posso ir ao Acampamento Vida Jovem, mamãe? – Joni perguntou. – Várias amigas minhas irão. É um acampamento cristão e todo mundo diz que será realmente maravilhoso.
- Sim – disse a mãe.
Figura 2
Uma noite, durante o acampamento, depois das brincadeiras e dos cânticos alegres, Joni ouviu cuidadosamente o que o líder compartilhava: “Deus ama você tanto que Ele mandou Seu Filho unigênito, Jesus Cristo, para morrer por você. Deus não gosta do pecado. Jesus pagou por seus pecados quando Ele morreu numa cruz. Depois de três dias, Deus ressuscitou Seu filho para mostrar que Ele estava satisfeito com a morte de Jesus para pagar pelos pecados. Você não pode se salvar. Somente Deus pode limpar o seu pecado.
Mais tarde, naquela noite, Joni sentou-se ao ar livre, numa pedra grande perto do acampamento. As palavras do pregador perturbaram seus pensamentos. Ela tinha realizado muitas coisas por sua própria conta. E freqüentava a igreja. Agora o pregador dizia que ela não poderia fazer nada por si mesma para tratar do seu problema de pecado.
- Uma pecadora! Uau! Eu nunca tinha pensado assim sobre mim mesma antes! – ela disse, mas acreditou que era verdade. – Eu sei que não posso me salvar. Deus me amou suficientemente para mandar Seu único Filho para morrer por mim.
Joni tranquilamente confiou em Deus para perdoar seu pecado e pediu a Ele para ajudá-la a obedecer à Sua Palavra. Neste dia ela se tornou uma filha de Deus.
Depois disso, ela contou a seus amigos e família:
- Eu pedi para Jesus e perdoar e tomar conta da minha vida!
- Joni começou a compartilhar com os outros o que o Senhor Jesus tinha feito por ela.
Os meses se passaram rapidamente. Embora ela fizesse muitas coisas para obedecer à Palavra de Deus, outras atividades começaram a excluir o tempo para Deus – competição em concursos hípicos, natação, vôlei, compras com amigos, preparação para a faculdade e encontros com Dick, seu novo namorado. Embora muitas de suas amigas fossem cristãs, elas pareciam ter cada vez menos tempo para buscar e conhecer melhor a Deus, através do estudo da Bíblia e da oração.
Então um dia Joni orou para que as coisas mudassem: “Deus, faça alguma coisa em minha vida para me ajudar a conhecê-Lo melhor. Eu quero que o Senhor mude a minha vida para que eu O ame mais”.
Poucos meses mais tarde, em uma tarde quente de Julho, Joni foi nadar com sua irmã Kátia na Baía Chesapeake. Era um dia perfeito para mergulhar através da água fria.
Joni amava mergulhar. Ela nadou em direção à uma pequena balsa de madeira. Levantando-se, ela sacudiu a água.
- Ah, está ótima!
Equilibrada na beira da balsa, ela levantou seus braços acima da cabeça, e “plaft”. Joni mergulhou na superfície calma da água. Ela sentiu a água cobrir completamente seus braços e pernas.
De repente, sua vida mudou. Nunca seria a mesma novamente.

PARTE 2

Nadar na Balsa Chesapeake era uma das coisas favoritas que Joni gostava de fazer. Este dia quente de Julho não era diferente até ela mergulhar de uma balsa na água fria.
Figura 3
Joni bateu em alguma coisa dura. Seus braços e pernas ficaram fora de controle. Ao mesmo tempo, ela ouviu um zumbido forte e sentiu um formigamento agudo como se tivesse tomado um choque de uma corrente elétrica.
Deitada no fundo, com o rosto para baixo, ela se perguntou: “Como eu consegui chegar até o fundo tão rapidamente? Por que meus braços parecem atados ao lado do peito? Eu estou presa em uma rede de peixes? Minhas pernas não se movem. Meus pés devem estar presos também”.
Joni segurou sua respiração, tentando desesperadamente libertar-se. “Eu estou me afogando. Logo ficarei sem fôlego. E não posso gritar por socorro!” Mas, intimamente ela gritou: “Ajude-me! Eu não quero morrer!”
De repente, ela ouviu Kátia chamar:
- Joni, Joni
Ela queria gritar: “Ajude-me Kátia. Eu estou presa no fundo.”
Uma correnteza rápida levantou-a, mas as ondas a empurraram de novo para o fundo. Ela sentiu as conchas e pedras quebradas arranharem seu rosto e ombros. A areia barrenta raspou seu queixo e testa.
Kátia não percebeu que sua irmã mais nova estava ferida gravemente, e caçoou:
- Joni, você está procurando conchas?
“Agarre-me!” Joni queria gritar. “Não adianta nada. Eu não posso segurar minha respiração por muito tempo mais!”
- Você mergulhou aqui? – Kátia perguntou – É tão raso!
Neste momento Joni viu a sombra de Kátia ao seu lado. Mas ela não podia se mover. E estava sem fôlego. “Oh, por favor, meu Deus. Não me deixe morrer!” ela orou.
Os braços de Kátia a levantaram.
De repente, ela viu o céu azul! Kátia a tinha tirado para fora da água. Sufocada e engasgada. Joni engoliu um bocado de ar fresco.
- Oh, obrigado Senhor! – ela exclamou, quando pôde falar.
- Ei, você está bem? – Kátia perguntou ansiosamente.
Como Joni podia responder? Ela estava bem? Ela não podia entender o que estava acontecendo. Sentia seus braços como se eles estivessem atados ao peito, embora ela não pudesse notar que um deles estava por cima do ombro de Kátia. Seu outro braço e suas pernas balançavam na água. Mas ela não sentia nada neles.
“Por que? O que aconteceu comigo?” ela se perguntou.
Um outro nadador ajudou Kátia a levantar Joni em uma balsa inflada. Joni tentou levantar-se mas seus braços e pernas pareciam estar grudados na balsa. Na praia, uma pequena multidão juntou-se em volta dela.
Joni percebeu os olhos arregalados deles e ouviu seus cochichos.
- Kátia, por favor, diga a eles para se afastarem – ela pediu.
- Afastem-se para que ela possa respirar. Por favor, alguém chame uma ambulância!
- Kátia, eu não posso me mover! Segure-me! – Joni chorou.
- Eu estou segurando você, Joni. Olhe!
Joni viu que Kátia estava segurando suas mãos, firmemente.
- Eu não posso sentir as minhas mãos. Abrace-me.
Kátia inclinou-se e segurou Joni de lado com um abraço.
- Eu não sinto isso também!
- Você sente isso? – Kátia perguntou, quando tocou a perna de Joni e depois o braço dela.
- Não, nada!
O braço de Kátia deslizou do braço de Joni para o ombro dela. Corajosamente ela perguntou:
- E isto?
- Sim! Sim, eu posso sentir! Eu posso sentir isso! – Joni chorou aliviada.
“Oh, eu ficarei bem”, ela pensava enquanto se deitava na balsa. “Eu bati minha cabeça em alguma coisa dura quando mergulhei na água. A água parecia estar mais rasa do que eu me lembrava. Eu devo ter me chocado contra alguma coisa. Eu quero saber quanto tempo durará a insensibilidade nos meus braços e minhas pernas”.
- Deus não deixará que nada aconteça comigo – Joni assegurou a Kátia. – Eu ficarei bem.
A ajuda estava vindo. As sirenes cresciam de intensidade e pararam perto da praia. Joni foi conduzida em uma maca para a ambulância e colocada atrás, cuidadosamente. Kátia sentou-se ao lado dela enquanto a sirene soava em direção oposta à praia.
Quando elas chegaram ao hospital, o sol já tinha se posto e o céu estava escuro. Dentro da sala de emergência, Joni foi conduzida para uma mesa de cirurgia. Refletores apontavam sobre ela. O cheiro, as agulhas, os bisturis, os frascos, as tesouras, deixaram-na enjoada e assustada. Ela não podia fugir do hospital e ir para casa. Não, ainda.
- Você pode me dizer o que está acontecendo comigo? – Joni perguntou à enfermeira.
A enfermeira somente encolheu os ombros. Nenhuma resposta. O que ia acontecer depois? A enfermeira tirou os anéis de Joni e colocou-os em um envelope.
- Regulamentos – ela disse.
- Quanto tempo eu tenho que ficar aqui? Eu posso ir para casa de noite?
- Você terá que perguntar ao médico – Nenhuma resposta de novo.
De repente, a enfermeira pegou uma grande tesoura da mesa.
- O-o que você vai fazer? – Joni perguntou.
- Eu vou tirar a sua roupa de banho – ela disse.
- Não a corte! É nova! Oh, é a minha fav – Joni não conseguiu terminar sua frase.
- Desculpe, Regulamentos – a enfermeira respondeu.
“Crack, Crack, Crack”. Logo os pedaços da roupa de banho de Joni foram depositadas numa cesta de lixo.
Antes da enfermeira deixar a sala, ela puxou um lençol sobre Joni. Parte do lençol caiu, mas Joni não podia move um músculo sequer para puxá-lo de volta.
Quietamente ela sussurrou partes do Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor. Nada me faltará. Porque tu estás comigo. Bondade e misericórdia certamente me seguirão...”
“Será que a mamãe e o papai sabem o que aconteceu?” ela se perguntou. “Alguém avisou Dick?”
Logo apareceu um homem com um avental branco. Ele deu uma olhada rápida nos papéis da sua prancheta.
- Eu sou o Dr. Sherril. E seu nome é Joani?
- Pronuncia-se Johnny – ela  disse a ele. – Eu sou chamada assim em homenagem ao meu pai.
- Tudo bem, Joni – o médico disse. – Vamos ver o que aconteceu com você.
Joni pensava que ela já estava lá há um longo tempo.
- Quando eu posso ir pra casa? – ela perguntou.
Ao invés de responder, ele picou os braços e as pernas dela com um alfinete comprido e perguntou:
- Você pode sentir isso, Joni?
- Não, eu não posso.
- E isso? – Ele picou com o alfinete os dedos, o punho, e o ante braço dela.
Joni fechou os olhos, esperando sentir alguma coisa.
- Nada – ela falou. Ela não podia sentir nada.
Ele tocou os ombros dela com o alfinete.
- Oh! Sim. Eu sinto isso? Justamente como eu senti na praia! – ela disse a ele.
Um outro médico examinou-a, seguindo a mesma rotina, com o alfinete, como Dr. Sherrill fez. Finalmente ele falou:
- Parece uma fratura por deslocamento.
‘O que é uma fratura por deslocamento?” Joni se perguntou. “Quando eu poderei ir pra casa?”
(Professor, seja cuidadoso ao compartilhar com as crianças menores os detalhes descritos nos eventos seguintes).
Mas eles não estavam prontos para deixá-la ir embora. Ela ficava atenta enquanto uma enfermeira picava um alfinete em seu braço embora ela não pudesse senti-lo. Então ela viu o médico pegar uma tesoura elétrica. A tesoura zumbia enquanto o médico se movia em direção a ela.
- Não! Ela chorou – Por favor! Não o meu cabelo!
Longos fios de cabelo loiro molhados caíram ao chão. Logo a cabeça de Joni estava completamente raspada, deixando-a com mais medo do que antes.
O quarto começou a parecer um pouco escuro. “Eu acho que vou desmaiar,” ela pensou. Mas ao mesmo tempo. Buzzzz! “É uma furadeira! Eles vão perfurar o meu crâneo!”
A injeção que lhe foi aplicada, fez com que o rangido da furadeira diminuísse cada vez mais.
Antes de cair no sono, ela pensou: “E se eu não acordar? Oh, Deus, eu estou com tanto medo!” Finalmente ela não podia mais ouvir o zumbido. Pegou no sono.
Figura 4
Quando Joni acordou, ela ouviu um zumbido sereno. “Será que eu estava sonhando? Eu devo ter perdido a hora. Por que a mamãe não me chamou ainda?” Então ela se lembrou... “Nadar até a balsa, mergulhar na água fria, bater minha cabeça em alguma coisa dura. Eu não sabia que a água estava tão rasa onde eu mergulhei. Oh não, meu cabelo. Eles rasparam! Oh! E que som! Eles ainda estão perfurando a minha cabeça.” Ela olhou em volta e viu que o zumbido vinha do ar condicionado.
- Ui! – “Essas dores fortes estão martelando minha cabeça! Vou virá-la para o lado ferido. Por que estas tiras, parecendo lâminas, estão segurando minha cabeça? Eu só consigo mexer os olhos, sem que minha cabeça doa. Mas meus olhos não ficam abertos. Deve ser a injeção que eles me deram que me faz tão sonolenta”.
Na outra vez que Joni acordou, os azulejos do chão pareciam brilhar em volta dela. “Como eu consegui ficar de cabeça para baixo?” Ela notou que as lâminas de metal ainda seguravam sua cabeça. “Minha cabeça e meus ombros são as únicas partes do meu corpo que eu posso sentir e elas doem! Quanto tempo eu fiquei adormecida?” Ela deu uma olhada para baixo do seu corpo. “Qualquer que seja o tipo dessa cama”, ela pensou, “’parece um casulo gigante com uma única abertura para o meu rosto.”
Ela estava numa cama especial. Era uma estrutura de metal coberta com lona.
- Hora de mudar você de posição de novo – uma enfermeira, que estava por ali, disse. – Duas horas deitadas de costas, então duas horas deitada de bruço. Esse tipo de cama livrará você dos ferimentos obtidos por ficar deitada numa superfície dura por longo tempo.
Era difícil dizer que dia era. Semanas se passaram e Joni ainda estava naquela cama especial. Sua família freqüentemente a visitava. Sua mãe trazia livros para ela ler enquanto estivesse deitada de bruços. Os amigos a visitavam.
Num dia quente de agosto, Dick veio visitá-la, usando uma jaqueta grossa.
- Eu só tive que subir nove andares! – ele disse com a voz entrecortada.
- Por que você não usou o elevador?
Dick ajoelhou-se abaixo da cama de Joni.
- É por isso!
Um cachorrinho esperto tirou a cabeça para fora da jaqueta de Dick.
- Au, au, au – o cachorrinho latiu.
- Shiu, cachorrinho – Dick sussurrou – Você assim conseguirá nos expulsar daqui.
Dick segurou o cachorrinho peludo perto do rosto de Joni. A língua dele lambeu as bochechas dela.
- Oh Dick, ele é lindo!
A porta se abriu e a enfermeira disse:
- Eu sabia que tinha ouvido alguma coisa aqui.
- Você não vai dizer para ninguém, não é?
- Eu não vi nada! – Ela sorriu e saiu do quarto, rindo.
Joni aproveitou a tarde com Dick e o cachorrinho. Nos outros dias, os amigos vinham para distraí-la: liam, cortavam as unhas, colocavam-na em dia com notícias de outros amigos, ou sonhavam com a faculdade e quando ela deixaria o hospital.
Os médicos fizeram vários exames para decidir como ajudá-la.
Um dia o Dr. Sherrill deu um pulinho no quarto para ver como ela estava.
Joni tinha perfuntas:
- Dr. Sherrill, o que está errado comigo?
- Você não se lembra? – o médico perguntou. – Você teve um ferimento na medula espinhal, causado por uma fratura por deslocamento.
- O senhor quer dizer que eu quebrei meu pescoço?
- Sim, Joni
- Mas isso não significa que eu vou morrer! – ela exclamou.
- Não, necessariamente – o médico disse. – Você sobreviveu quatro semanas desde que teve o acidente. Muitas pessoas não vivem tanto tempo embora tenham o mesmo tipo de ferimento.
Você poderá ficar bem agora. Quando você estiver forte, nós colocaremos seus ossos juntos de novo.
As notícias do médico entusiasmaram Joni!
“Eu logo voltarei à quadra de tênis, à natação, a montar no Ventania, ás compras e a fazer outras coisas divertidas com meus amigos! Oba! Eu agüento esperar”.
Poucas semanas depois, Joni foi levada para uma cirurgia. A operação colocara de volta os ossos juntos no seu pescoço.
Logo após a operação, Dr. Sherrill disse a Joni e a seus pais:
- A cirurgia foi um completo sucesso. Mas Joni, daqui para frente os dias serão difíceis para você. Logo seus amigos partirão para a faculdade. Talvez você não os veja tanto, visto que eles tem novos interesses na faculdade.
Joni não estava preocupada e disse para si mesma: ‘eu também estarei na faculdade!”
Ela disse confiantemente:
- Eu sei que levará tempo, mas eu irei melhorar.
Então o pai dela perguntou ao Dr. Sherrill:
- Quanto tempo levará para Joni se recuperar da cirurgia?
- Joni precisará esperar até o próximo semestre para se juntar a seus amigos na faculdade? – a mãe dela perguntou.
O médico lentamente respondeu:
- Eu acho que vocês não entenderam. Joni não será capaz de freqüentar a faculdade.
- Oh, você não está certo de quando ela andará de novo? – a mãe dela perguntou.
- Andar! – o médico disse. – A cirurgia só colocou de novo os ossos juntos no pescoço de Joni. Isso não mudou a lesão permanente do acidente. Talvez um dia Joni usará suas mãos de novo.
Abalada pelas palavras do médico, Joni ficou muda. Ela tentou deixar as palavras saírem: “Nunca andar novamente... Talvez eu usarei minhas mãos de novo... fora desse hospital!”
Depois que seus pais e o médico saíram do quarto, Joni ficou pensando quietamente: Nunca andar de novo? Eu não posso acreditar nisso!”
PARTE QUATRO
Joni ouviu tudo o que o médico disse: “Nunca andar novamente... Talvez eu usarei minhas mãos de novo...” Ainda era difícil de acreditar.
- Deus me ajudará a andar novamente – ela disse ao Dr. Sherrill na outra vez que ele a visitou.
Logo seu fisioterapeuta lhe deu boas notícias:
- Você está quase pronta para ser transferida para o Hospital de Reabilitação!
- Tudo bem! – Joni respondeu. – Eu aprenderei a andar de novo lá.
Três meses e meio depois do acidente do mergulho de Joni, ela foi conduzida do hospital para uma ambulância e levada para o centro de reabilitação.
Este hospital não era nada do que Joni pensava que seria. Ela tinha imaginado um lugar onde os pacientes, como ela, aprenderiam a andar de novo. Mas ao invés disso, ela viu pessoas em camas de metal e lona como aquela que ela tinha deixado para trás. E cadeiras de rodas. Elas pareciam fazer fila no corredor. Ninguém estava andando a não ser a equipe.
Antes que Joni pudesse tentar andar, ela tinha que aprender a sentar de novo. Depois de seis meses deitada em uma cama de metal, ela foi colocada em uma tábua inclinada. Seu corpo era gradualmente inclinado para que ela pudesse conseguir se sentar. Mas era muito para ela. O sangue circulava em sua cabeça tão rápido que ela se sentia enjoada. Depois de dias de prática, finalmente ela podia sentar em uma cadeira de rodas sem sentir um mal estar no estômago.
Mas se sentar em uma cadeira de rodas, causou-lhe grandes problemas. Agora ela pesava somente 36 quilos. Seus ossos salientavam-se através de sua pele, enquanto ela ficava sentada.
Você acha que Joni era capaz de agradecer a Deus por não poder andar ou mesmo sentar numa cadeira de rodas sem sentir dor? (Deixe as crianças responderem)
Ela voltou para o hospital para mais cirurgias. Então mais notícias ruins. Ela foi transferida de novo para a cama de metal. A cirurgia não foi um sucesso. Ela precisava ficar na cama especial até sua pele cicatrizar.
“Eu nunca andarei de novo”, Joni compreendeu. “Mas talvez, logo eu serei capaz de usar minhas mãos para escovar meu cabelo, colocar maquiagem e me vestir”. Algumas vezes ela achava que sentia um formigamento nos dedos.
Um dia o terapeuta ocupacional sugeriu:
- Você pode usar a boca para fazer algumas das coisas que fazia com as mãos! Lembre-se, você viu alguns dos outros internos escrevendo ou desenhando com um lápis ou um pincel na boca.
- Isso não! – Joni insistiu. – Isso é horrível! Eu não preciso aprender a escrever com minha boca, visto que eu serei capaz de usar minhas mãos de novo.
Um dia um amigo perguntou:
- E se você não conseguir usar suas mãos de novo?
Joni não queria pensar nessa possibilidade. Mas ela concordou em tentar escrever com a boca.
- Como eu seguro o lápis? – ela perguntou ao terapeuta ocupacional.
- Prenda o lápis entre os seus dentes – o terapeuta respondeu.
Joni mordeu o lápis.
- Não tão apertado, Joni. Você pode ter a câimbra dos escritores em sua mandíbula!
- Humm.. – Joni murmurou sua compreensão com o lápis levemente entre seus dentes.
(Professor, você pode pedir para um voluntário escrever em uma folha de papel com um lápis na boca).
Figura 5
Através de dentadas, traços ondulados apareceram no papel em frente à Joni. Logo ela começou a ter prazer nessa prática quando via as letras formadas com o lápis entre seus dentes.
“Afinal, isso não é tão difícil”, ela pensou. Logo ela estava desenhando árvores, montanhas, pessoas, pássaros e o favorito de tudo para ela, os cavalos. O plano de Deus começou a desenrolar através dela. Ele realmente podia usá-la para encorajar os outros. Três letras começaram a aparecer em todos os seus desenhos – PTL – que significava “Praise the Lord” ou seja: “Louve ao Senhor”
Agora ela gastava muitas horas com seu novo passatempo – desenhar com a boca e acrescentar na pintura um versículo especial das Escrituras. Estes se tornaram presentes especiais para a família e os amigos.
Ela precisava descansar. Sentar por quatro horas fez com que os ferimentos nas suas costas se abrissem à força, novamente.
Imediatamente, ela voltou ao hospital para mais uma cirurgia. Desta vez, a cirurgia foi um sucesso. Mas, pelos próximos quinze dias, ela tinha que se deitar de bruços na cama de metal. O que você acha que Joni fez durante aqueles longos dias olhando para o chão?
Joni usou o tempo para ler a Palavra de Deus. Deus a ensinava mais sobre como depender dEle. Ela lia versículos como os nossos versículos de memorização que lembravam-na: “Eu O amo, Senhor. O Senhor está me ajudando a enfrentar esses longos dias. Obrigado por me ajudar e me amar”. Ela começou a entender mais sobre confiar em Deus em qualquer situação que Ele permitisse acontecer na sua vida. Sim, mesmo se ela nunca pudesse andar ou usar suas mãos de novo, pelo resto de sua vida.
Ela podia dizer com seu coração inteiro o nosso versículo de hoje.
“Eu O amo, oh Senhor, força minha. O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador, o meu Deus... em quem eu me refugio”. Salmos 18:1-2
Joni sabia que ela podia confiar em Deus para tomar conta dela.
Talvez alguma coisa tem acontecido a você que o deixe triste ou deprimido. Talvez tenha havido um acidente, um divórcio ou uma morte em sua família ou alguém que você sabe que tem uma incapacidade como a de Joni.
Deus ama e cuida de você. Ele quer ajudá-lo a mudar uma atitude ruim como o modo que você sente sobre o que tem acontecido a você ou a alguém que você ama. Talvez você esteja chateado com Deus e com outras pessoas. Deus ama você com um amor eterno (Jr 31:3). Você quer pedir a Deus para ser sua força, para ajudá-lo a enfrentar os dias difíceis?
Deus ajudou Joni a compartilhar. Sua Palavra com muitas pessoas. Ela foi convidada a cantar e falar em uma cruzada de Billy Graham. Muitos assistiram e ouviram enquanto Joni compartilhava como Deus tinha mudado sua vida por dentro através de seu acidente. Deus a usou para falar a milhares de pessoas.
Chegava quase mais convites do que Joni podia aceitar entrevistas de rádio e televisão, um convite especial para a Casa Branca (o palácio do governador) e muitos outros.
Então um editor de uma famosa editora de publicação de livros a chamou e perguntou se ela estaria interessada em escrever um livro para dizer como Deus trabalhou através de seu acidente. A quem você acha que Joni agradeceu por esta oportunidade? Sim, Joni sabia que Deus era o único que permitiu todas essas maravilhosas experiências acontecessem. “Obrigado, Senhor, por mostrar-me como agradecer-Lhe melhor do que culpá-Lo por alguma coisa que o Senhor não fez”. Joni nunca ficou com raiva do seu acidente porque ela acreditava que Deus usava isso para dizer aos outro sobre Seu grande amor por eles.
Mas Deus não tinha terminado de trabalhar na vida de Joni. Um dia veio um convite de alguém que trabalhava com Dr. Billly Graham, o evangelista mundial. Dr. Graham queria ajudá-la a fazer um filme para dizer ao mundo quem Deus é e como Ele trabalhou na vida dela. Joni ficou entusiasmada e agradecida? Sim, e a quem ela lembrou de agradecer novamente em primeiro lugar? A seu Pai Celestial que estava tomando conta dela todo minuto do dia.
Joni precisou voltar à Califórnia para fazer o filme. Deus permitiu que ela conhecesse muitas pessoas através da filmagem que se tornariam uma grande parte da sua vida. Dr. Sam Britten, do Centro de Realização para o Incapacitado Fisicamente, ajudou-a a começar um ministério mundial para pessoas incapacitadas e capacitadas. Ela também conheceu uma amável senhora inglesa, Judy Butler, que se tornou sua amiga e assistente.
Figura 7
Através da igreja de Joni, ela ganhou um novo carro que ela podia dirigir sozinha. O carro tinha um aparelho que levantava Joni em sua cadeira  de rodas para onde o motorista senta. Tinha um painel de botões e controle. Ela podia empurrar um botão com uma alavanca na boca para ligar o motor. Sua mão encaixava em um punho especial para controlar a velocidade, os freios e a direção nas auto-estradas movimentadas de Los Angeles. Logo Joni passou no seu exame de motorista e estava pronta para a estrada! Agora podia dirigir até a igreja, ou visitar um amigo.
Quinze anos tinham se passado desde aquele dia quente de Julho em Baltimore, Maryland. Desde então, Deus tinha feito muitas coisas formidáveis em Joni. Ela O amava com todo o seu coração, sua alma e sua mente. Agora, através de um ministério que ela começou, que se chamava “Joni e os Amigos”, ela podia compartilhar o amor de Deus com muitos outros.
Havia outros que Ele ainda traria. Mas um era mais especial que o resto.
Seu nome é Ken Tada. Um dia, na igreja, a mente de Joni vagava longe do sermão. Seus olhos a atraíram para a nuca de alguém que estava algumas fileiras na frente dela. Durante o resto do sermão, Joni orou pela nuca deste homem. Ela orou para que ele também amasse a Deus com todo o seu coração. Embora ela nunca o tivesse visto, ela orou pela família dele, pelo serviço e alguma dificuldade que ele pudesse estar enfrentando.
Poucas semanas depois, um amigo a surpreendeu, apresentando um jovem bonito. Ele parecia familiar, de algum lugar.
- Por favor, vire-se – Joni disse.
Com um sorriso grande, ele virou-se. Ela exclamou:
- Eu conheço você. Eu orei pela sua “nuca” algumas semanas atrás, durante o culto.
Poucas semanas depois, Ken convidou Joni para um encontro.
Durante o encontro, eles descobriram que ambos tinham um amor profundo por Deus. E gostavam de esportes. Joni esteve muito envolvida no atletismo antes do seu acidente. Ken foi esportista e um grande jogador de tênis.
Você pode imaginar o que aconteceu depois? Logo eles se apaixonaram mais por Deus e um pelo outro. E Ken pediu a Joni para ser sua esposa. O que você acha que ela respondeu? Sim!
Agora Joni tinha um marido e um novo nome – Joni Eareckson Tada! Deus trabalhou na sua vida de muitas maneiras especiais. Filmes, vídeos, músicas, livros, programas de TV e rádio e as oportunidades de falar, são alguns dos modos como Deus usou Joni para dizer aos outros do Seu amor e do presente de Seu Filho unigênito, o Senhor Jesus.
Desde o acidente, Deus tem colocado muitas pessoas especiais na vida dela. Mas seu melhor amigo é Deus.

Quando Joni permitiu que Deus fosse sua força e ajuda, Deus usou-a de formas espetaculares. Porque Joni confia e obedece a Deus, ela também é chamada uma amiga de Deus.

VERSÍCULO:  João 15:14












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